As ruas da minha adeia VIII - Sorgaçosa

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Fechaduras do tempo dos meus avós (e uma pequena história).

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A PORTA NEGRA
Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto. Sempre que fazia prisioneiros, não os matava; levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros num canto e uma imensa porta de ferro do outro, na qual estavam gravadas figuras de caveiras. Nessa sala ele fazia-os ficar em círculo, e então dizia:
- Vocês podem escolher morrer cravados de flechas pelos meus arqueiros, ou pass
arem por aquela porta negra e por mim lá serem trancados.

Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros. No final da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:
- Senhor, posso fazer-lhe uma pergunta?
- Diga, soldado.
- O que havia por trás da assustadora porta negra?
- Vá e veja.

O soldado então abre-a vagarosamente, e percebe que à medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que, totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo à liberdade. O soldado admirado, olha para o seu rei que diz:
-Eu dei-lhes a escolher, mas preferiram morrer do que arriscarem-se a abrir essa porta.

Moral da história: Todos nós temos uma Porta Negra dentro da mente. Para uns, a Porta Negra é o medo do desconhecido. Para outros, é uma pessoa difícil. Quem sabe até uma frustração qualquer, do tipo: Medo de se entregar (a alguém ou a alguma coisa . Medo de se relacionar ou Medo de viver um grande amor, ou Medo de ser rejeitado ou Medo de inovar ou Medo de mudar ou Medo de voar mais alto. Para alguns, a Porta Negra é a incerteza que a falta de preparação atemoriza. Ou uma trava imaginária que as inseguranças da vida fabricaram durante a educação. Mas, se você pode perder, também pode vencer. Se der um passo para além do medo, irá encontrar o raio de sol adentrando a sua vida.

Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar? Quantas vezes perdemos a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta dos nossos sonhos?








História e lenda da aldeia Soito da Ruiva - Serra do Açor

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Entre a Serra da Estrela e da Lousã, a uma altitude de 700 metros, podemos visitar a Aldeia de Soito da Ruiva. Localizada na Serra do Açor, esta aldeia pertence à freguesia de Pomares, concelho de Arganil, distrito de Coimbra.

A origem do nome da aldeia está relacionada com a história de uma família e dos seus castanheiros. Conta-se que “os seus donos tinham uma f
ilha de cabelo ruivo com quem todos simpatizavam e quando iam apanhar as castanhas para o magusto, diziam que iam às castanhas ao Soito da Ruiva“.
Esta aldeia, originalmente com construções marcadamente de xisto, lousa e madeira, apresenta ainda hoje uma disposição e organização espacial característica das povoações de montanha, abrigada dos ventos e marcada por ruas estreitas.
Alguns dos termos usados caracteristicamente nesta localidade são aqui recordados, a par de algumas tradições, usos, costumes e festividades.
Também as iniciativas e actividades comunitárias são aqui recordadas, como a insatisfação dos habitantes com as vias de comunicação que, em 1920, se reuniram e construíram um novo caminho de ligação à freguesia, a “estrada”, sendo assim facilitado o transporte das mercadorias.
Em tempos nesta aldeia, que conta agora com apenas 19 habitantes, viviam cerca de 300 pessoas, divididos por cerca de 70 casas com famílias de 6 ou 7 pessoas.
A escola da aldeia actualmente sem nenhum aluno, apenas é construída em 1958. Até então as crianças de Soito da Ruiva tinham que se deslocar a pé para Sobral Magro, num percurso de cerca de meia hora.
Enquanto não houve escola apenas dois ou três homens que sabiam ler e escrever ensinavam as crianças.
As crianças quando atingiam os oito ou nove anos de idade iam guardar o gado. Outros, com essa idade, “iam «servir» para as casas dos lavradores mais abastados da região que possuíam grandes quintas e rebanhos de gado“. Com 15 ou 16 anos alguns migravam para Lisboa, na procura de um ofício, seguindo as pisadas dos seus pais.
“Sem estrada, sem energia eléctrica e sem telefone, o único contacto com o exterior era o correio que chegava e partia três dias por semana“. A Mercearia da aldeia, onde actualmente está a Sede da Comissão de Melhoramentos, era o ponto de encontro e o local de procura de notícias, era aqui que era feito o envio e a distribuição da correspondência.
A principal actividade e meio de subsistência de Soito da Ruiva era a agricultura, as culturas principais eram o milho, a batata, também produziam azeite e vinho. A pastorícia de caprinos e ovinos era uma das actividades principais, fornecendo-lhes a matéria-prima para fazerem o queijo. Este era o alimento mais produzido nesta aldeia como complemento e fonte de rendimento. As mulheres agrupavam-se e percorriam um caminho de 5 horas, com os cestos à cabeça, até às Minas da Panasqueira para vender a lã e os queijos, regressando a casa já de noite.
Perto de casa criavam coelhos e galinhas. Os ovos eram guardados nas arcas do milho para fazerem tigelada e pão-de-ló nas alturas festivas.
Criavam porcos, que compravam na Primavera, para matarem no final do ano, ficando com uma reserva de carne nas salgadeiras e enchidos no fumeiro. Por vezes vendiam os presuntos e alguns enchidos para arranjarem dinheiro para comprar o porco do ano seguinte.
A alimentação baseava-se principalmente em seis alimentos: feijão, castanhas piladas, sopa com abóbora, carolo, carne e enchidos salgados e fumados.
As estações do ano eram muito importantes, pois condicionavam os trabalhos agrícolas, e consequentemente a vivência em sociedade.
«Aldeias de Memória»

As casas da minha aldeia VII - Sorgaçosa

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As ruas da minha aldeia VII - Sorgaçosa

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As casas da minha aldeia VI - Sorgaçosa

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As ruas da minha aldeia VI - Sorgaçosa

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